terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Diabéticos tipo 2 podem morrer se tomarem Insulina

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"A revista médica The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, apresentou na sua edição de Janeiro um estudo, no qual revelam que há um risco acrescido de morte nos diabéticos tipo 2 que tomam insulina, quando comparados com os que tomam outras medicações, nomeadamente a Metformina.

Este risco foi quantificado em 43,6% nos casos de terapia com vários fármacos e de 80% no caso de tomarem unicamente insulina.

A terapia feita com insulina associa-se a um aumento de risco de doença cardiovascular da ordem dos 73,6%.
Espantado?
Absolutamente nada.

Há muito tempo que venho dizendo e escrevendo isto, embora pareça pregar no deserto!"
Quem se sente a pregar no deserto é o Dr. Luís Romariz, médico, que nos ultimos tempos tem-se dedicado à Medicina Anti-envelhecimento.
Continua assim:

"Falemos então com clareza.
A diabetes tipo 2, ao contrario da tipo 1, carateriza-se entre outras coisas por haver um excesso de insulina.
A célula humana, numa atitude de auto-sobrevivência, rejeita a entrada de "alimento" quando está sobrecarregada dele.
O pâncreas, numa tentativa de forçar a entrada da glicose na célula (pois é perigoso o seu aumento no sangue) produz mais insulina ( comando para armazenar alimento).
Na diabetes tipo 2, a célula, por sua vez responde menos a este comando, naquilo que se convencionou chamar insulino-resistência.

Desta forma a insulina aumenta imenso na corrente sanguínea, com todos os malefícios que daí advêm.
Apenas nos casos de comprovada falta de produção de insulina, se deve iniciar esta terapia.

Não entender isto, é nunca conseguir tratar decentemente um diabético.
A pedra de toque da terapia passa quer pela diminuição na ingestão de açúcar (hidratos de carbono), quer pelo gasto do açúcar e triglicéridos armazenados na célula.
Depois podemos lançar mão a fármacos eficazes como a Metformina ou as Incretinas.
Tudo o resto só piora a situação do diabético e faz com que se aproxime do fim."

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