quinta-feira, 23 de maio de 2013

Devemos consumir Peixe numa dieta anti-inflamatória? É o Salmão uma boa fonte de Ómega-3?

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Atualmente, a esmagadora maioria  das pessoas têm níveis altos de inflamação interna, todos indicam estarem/serem doentes e todas as doenças (+ de 90%) têm uma forte componente inflamatória, independentemente  do nome atribuído.

A inflamação é uma das defesas do nosso sistema imunológico, mas quando se perpetua no nosso organismo cria desequilíbrios crónicos, por isso temos de a modular.
Está bem demonstrado que a dieta e o nosso estilo de vida podem controlar e reverter o processo inflamatório e as doenças derivadas do mesmo.

As hormonas que controlam o processo inflamatório (prostaglandinas e leucotrienos) são sintetizados a partir dos ácidos Ómega-3 que têm uma ação anti-inflamatória, e dos Ómega-6 que têm uma ação pró-inflamatória.

Com isto percebemos a necessidade de aumentar o consumo de alimentos ricos em ómega -3, e é aqui que entra o salmão.
Indicado como uma excelente fonte destas gorduras essenciais, passou a entrar na maioria das casas portuguesas.

Este poste surgiu, porque ontem numa conversa, eu referi que sou vegetariana, e a pessoa perguntou:
 " Mas comes peixe? Principalmente o salmão."
Eu não respondi; mas se tivesse que comer peixe, não seria de certeza o salmão, preferiria muito mais o carapau e a sardinha.

No ano passado, numa conferencia na Fundação Gulbenkian, o Presidente do Instituto Português de Investigação do Mar, Carlos Sousa entre outros especialistas em toxicologia apresentaram um estudo sobre os hábitos de consumo de peixe e a relação entre riscos e benefícios.

Chamaram atenção para o metilmercurio existente em muitos peixes, principalmente no peixe-espada preto, nas raias, no espadarte, entre outros e que consumidos em níveis elevados afetam o nosso sistema neurológico.

O investigador sublima a importância de se averiguarem os conselhos que alguns médicos dão sobre alimentação, por exemplo em relação ao consumo do salmão e diz:" o salmão é de fato um peixe que tem Ómega-3, mas também muito Ómega-6 e já temos na nossa dieta muitas fontes de omega-6. Sendo de Aquicultura , o salmão alimenta-se em grande parte de rações de origem vegetal, e estas contribuem para o aumento dos seus níveis de ácidos gordos ómega-6, que têm um efeito pró-inflamatório negativo para uma serie de doenças."
Chama atenção para  forma de cozinhar, que altera o produto inicial não só a nível dos nutrientes como a nível dos contaminantes e a nossa forma de os absorver.

Precisamos de alimentos ricos em Ómega-3?
Sim.
Precisamos de comer salmão e de comer peixe para os obter?
Não.

Eu defendo, que as boas fontes estão no reino vegetal, como por exemplo:
- Sementes de Girassol
- sementes de Sésamo
- Sementes de Abobora
- Sementes de Linhaça
- Sementes de chia
- Castanha do Pará (do Brasil)
- Amêndoas
 - Pinhões
- Abacates
 - Cocos

Estas sementes devem ser consumidas na sua forma crua.
Ultimamente apareceu no mercados, pães de sementes, que muitas famílias fazem um esforço económico para o comprar (é bem mais caro) pois pensam que é um bom produto.
Não, não é.
As sementes contém gordura e toda a gordura se altera em altas temperaturas, tornando-se um alimento nefasto para o nosso organismo.


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