segunda-feira, 31 de março de 2014

SUPLEMENTOS VITAMINICOS - benéficos ou prejudiciais? E, na ESCLEROSE MULTIPLA?

imagem copiada net
Se deve tomar suplementos vitamínicos ou dar aos seus filhos, é uma decisão que só cabe a si.
Ultimamente a publicidade televisiva sobre estes produtos tem sido insistente, o que me leva a crer que têm tido um feedback positivo, ou seja está-se a vender bem.

Devido à forma de cultivo, os alimentos atuais não são tão ricos em vitaminas e minerais como o eram antigamente, por isso muitos defendem que precisamos de suplementar essas carências. Outra das razões que levam a que estes suplementos ou antioxidantes a serem apregoados como benéficos é o fato de que eles ajudam o organismo a libertar-se dos radicais livres, estes que prejudicam as células, alteram o ADN, causam envelhecimento precoce e até podem ser uma das causas do cancro.
Se os complexos vitamínicos ( tanto de ervanária, como de farmácia) nos repõem as nossas carências e ajudam o corpo a descartar-se dos radicais livres, então eles são uma boa opção na linha de uma melhor saúde?
Pois para mim e para muitas outras pessoas não são.
Mesmo sem saber, que estudos têm mostrado que eles até são prejudiciais, é fácil percebermos, eles são sintéticos, feitos num laboratório e nosso corpo não foi feito para se alimentar de produtos feitos em laboratório.

As vitaminas sintéticas não realizam as mesmas funções no nosso organismo que as vitaminas encontradas em alimentos completos, e pior do que isso é que elas esgotam o nosso corpo de outros nutrientes além de darem um trabalho esforçado aos rins para as excretarem, por exemplo a toma de Vitamina A por um longo tempo pode levar a problemas hepáticos como cirrose.
Cuidado com os sintéticos, pois eles podem perturbar o funcionamento fisiológico normal.

Quando é que vamos compreender que as pilulas não são chaves para uma melhor saúde?
Eu acredito na existência de uma formula magica, que para mim passa por uma melhor escolha dos alimentos, pela forma como os cozinhamos, como os comemos, como os mastigamos, digerimos e depois como os absorvemos. Claro que esta formula é trabalhosa, mas vejamos que não há outra saida:

- Um estudo publicado em janeiro de 2014 na Science Translational Medicine (1), concluiu que tomar suplementos com vitamina E e N-acetilcisteína aumentou a taxa de crescimento de tumores em camundongos, porque estes suplementos sintéticos levam à inativação de um gene especifico (p53) que controla o crescimento do cancro em pessoas normais. Uma vez que este gene ( p53) é inativado, o efeito antioxidante simplesmente não funciona, por isso se aconselha as pessoas com risco de desenvolver cancro a abster-se de suplementos antioxidantes/vitamínicos.

- A Mayo Clinic Proceedings testou e publicou os efeitos da toma de complexos vitamínicos e disse: "A investigação em humanos não demonstrou convincentemente que tomar suplementos antioxidantes podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver ou morrer de cancro e alguns estudos têm mostrado mesmo um aumento do risco de alguns tipos de cancro." (3)

Pelo que acabei de expor, nunca recomendo complexos vitamínicos, podemos sempre tentar compensar com alimentos ricos, com a toma de sucos concentrados, com tratamentos locais naturais que tonificam/equilibram o aparelho digestivo para que possamos nos reconstituir e regenerar da melhor forma.
Não concordo com os suplementos de cálcio, de vitamina C, de vitaminas Bs, de selénio, de magnésio, etc... antes escolher alimentos ricos nestes nutrientes e ingerir numa rotina diária.
No entanto, existem algumas situações que penso que podia recomendar a toma, como é o caso da Vitamina D nos doentes de esclerose múltipla.


O neurologista brasileiro Cícero Coimbra tem mostrado resultados no controle da esclerose múltipla com doses altas de vitamina D. Atenção que esta suplementação deve ser guiada por um medico, visto que é um químico; chama-se vitamina D mas ao ser sintética é químico com seus efeitos secundários, mas é um químico bem diferente dos interferons que estes doentes injetam. Entre escolher injetar-me com interferons ou tomar altas doses de vitamina D, eu escolheria sem duvida a toma de vitamina D, mas apenas em casos como este.

Sei que não é rentável economicamente, por isso fica nos falares filosóficos; mas o tempo que andamos a inventar "pilulas" para repor um pouco mais à esquerda ou à direita, devíamos de criar ou melhor recriar a nossa forma de cultivar os alimentos, estes sim -"tijolos da nossa casa".

 (1) natural new
(2) http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/prevention/antioxidants
(3) http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0025619611611154


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