quarta-feira, 28 de maio de 2014

Esclerose Múltipla pode não ser doença autoimune...tem cirurgia...em Lisboa

É uma doença desconcertante, que pode deixar a classe médica desconcertada. Porquê?
Neste momento ela é considerada auto-imune, ou seja acredita-se que nosso sistema imunológico ataca o próprio corpo e neste caso especificamente a bainha de mielina que cobre os axónios dos neurónios no cerebro, o que provoca uma interferência nos impulsos nervosos que pode levar a sintomas tais como fraqueza muscular, perda de visão, perda progressiva da função motora,  falta de equilíbrio e a uma variedade de outros sintomas neurológicos.

Como trata a medicina esta doença?
Na fase aguda, ou nos surtos quando os sintomas que diferem de pessoa para pessoa se agudizam, ou seja quando o processo inflamatório é mais grave usa-se cortisona, depois medicamentos que atuam no sistema imunológico, bloqueando-o de forma a não haver quadros inflamatórios tão agudos (surtos), a pessoa passa a tomar para o resto da vida imunomoduladores e imunossupressores.

Dentro da classe medica, uma voz se levantou e diz não concordar com o fato da Esclerose múltipla ser uma doença auto-imune, há 27 anos que o professor italiano Paolo Zamboni estuda esta doença, defende que ela deve-se a lesões provocadas não pelo sistema imunológico mas por insuficiência venosa, melhor por uma insuficiência venosa cronica que é detetada por ressonância magnética e por angiografia, que de fato se reconhece estar presente nas pessoas com Esclerose Múltipla.

Então se esta doença inflamatória e desmielizante do sistema nervoso central se deve a uma insuficiência venosa cronica cerebro-espinal, ou seja deixa de ser uma doença autoimune e passa a ser uma doença vascular, então o tratamento também tem de ser outro, e, é esta nova abordagem terapêutica que Paolo Zamboni e outros defendem - uma pequena cirurgia, tipo cateterismo.
Esta insuficiência de circulação sanguínea no cérebro deve-se à diminuição do calibres de vasos, principalmente nas vias de drenagem do sangue venoso, como a Veia Ázigos e Veias Jugulares internas. Com a cirurgia (que vai limpar ou desobstruir algumas veias do cérebro), a medicina consegue melhorar a congestão venosa cerebral, o sangue passa a ir a esses tecidos lesados e a todos os outros alimentando, oxigenando e drenando, melhorando assim os sintomas relacionados com a Esclerose múltipla.
Esta cirurgia, já foi feita em vários países europeus, nos EUA e até na India, mas continua a causar polemica e a ser negada pela Comunidade Cientifica Internacional, porque será?
No Canadá existe uma Associação que defende os doentes e os médicos  que queiram usar este tratamento, e que pode ser feito aqui mesmo em Lisboa, em Hospital particular.


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