Num mundo de
sonho, nós conheceríamos o certo e o errado, saberíamos aquilo que prejudica o
corpo e automaticamente não o ingeríamos. Que maravilha! Infelizmente as coisas
não são assim. Na realidade, nós tomamos conhecimento de que aquilo nos faz
mal, mas o prazer momentâneo nos vicia e a maioria de nós não consegue ter
presença na hora de comer, e da mesa à boca a distancia se torna muito rápida.
Depois há toda uma
cultura em volta, que vai da tradição ao que a industria alimentar quer vender.
Hoje, falo-vos dos
malefícios do açúcar. Há livros e livros que explicam cientificamente e
historicamente o porquê de termos de evitar este produto alimentar, que não é
alimento, e porquê que ele prejudica a nossa saúde.
Investir no
desenvolvimento da saúde, requer trazer para a nossa vida muitas ações de
Saúde, e anular outras, uma das principais é dizer Não ao açúcar. Se for do seu desejo, escreva – “eu
não como nada com açúcar, eu não adiciono açúcar a nada”. Se isto não ajudar,
invente, veja o que pode fazer, como dar a volta a si mesmo para não comer
açúcar.
Se é pai ou mãe a
responsabilidade é bem maior, as crianças não fazem o que dizemos, elas aprendem
com o que vêm os adultos fazerem.
O açúcar entre
outros problemas, emburrece as nossas crianças, e o tempo que estão a comer
produtos alimentares açucarados e a dopar as papilas gustativas, não estão a
comer comida de verdade, não estão a ingerir nutrientes para fazerem frente às ações
fisiológicas do corpo.
Há 100 anos atrás
o açúcar além de caro, era usado como condimento, mas agora é um alimento
básico, com grande aceitação, as pessoas o consomem como alimento que entra
no automático da rotina diária.
Vamos pensar o que
estamos a colocar na nossa boca?
De acordo com o
Dr. Robert Lusting, professor de Endócrinologia Pediátrica da Universidade da
Califórnia, o açúcar atua como uma toxina hepática cronica quando consumida em
excesso.
O que pode ser
excesso? É todos os dias, as crianças comerem cereais pequeno-almoço,
lanchinhos, embrulhadinhos, todas essas coisas de compra. Mães, se estão a ler
isto, é porque frequentam a Net, então façam uma pesquisa de exemplos de
pequenos-almoços saudáveis, vejam como adaptar, o tempo que não se perde a
fazer as refeições, perde-se a ir ao pediatra, ao hospital.
A história mostra
que o crescimento da indústria açucareira, está relacionada com o surgimento das
doenças metabólicas chamadas cronicas. Isto surgiu em meados de 1924, quando
por exemplo o comissario de saúde de Nova Iorque notou um aumento de sete vezes
mais na taxa de diabetes na população. Mais tarde, em 1931 surge muitas pessoas
com doenças cardiovasculares. A doença metabólica e as doenças cardiovasculares
quase que não existam antes do sec. XX.
Algo se alterou na
vida ou melhor na alimentação das pessoas, para que houvesse este aumento de
problemas de saúde.
Faz sentido?
“ Nós fomos além de
nossos limites e agora estamos evidenciando um aumento maciço de doenças
metabólicas cronicas que estão a gastar os recursos de saúde de todos os países
desenvolvidos do planeta, e isso é insustentável.”
O que temos de
evitar:
- Açúcar - o
branco, o amarelo, o mascavado.
- Todos os
alimentos que levam açúcar – bolos, todos os bolos e bolachas, biscoitos. Os
pães açucarados, como o pão-de-leite.
- Cereais
pequeno-almoço.
- Bebidas
açucaradas, ou seja todos os refrigerantes, e mesmo aqueles sumos que se dizem
naturais, só com fruta.
- Toda a comida
industrializada tem açúcar, açúcar e sal e outros intensificadores de sabor,
como o ketchup, a mostarda, o molho X e o molho Y, todos estes devem ser
evitados.
Exagerei?
Não.
É necessário para
que a criança cresça saudável, é necessário para que o adulto com saúde,
continue no seu caminho, é urgente e sem alternativa para todos os que estão
com problemas de saúde, sejam eles quais forem. Se o problema for de ordem
metabólica, como diabetes, resistência à insulina, hipertensão, triglicéridos
altos, a pessoa além de cortar com o açúcar, também deve reduzir os carbohidratos
refinados como o pão, o arroz branco, a massa, etc.
Não há milagres,
temos de ajudar o corpo, só podemos meter para dentro dele aquilo que ele indica
que digere, metaboliza e absorve. Temos de fazer escolhas, e preferir alimentos
de verdade, que nos aumentem a energia, não podemos comer unicamente para
satisfazer as nossas emoções, temos que comer para a autoconstrução celular que
está continuamente hà acontecer. Não podemos engolir qualquer coisa, porque o
tempo que um alimento está na boca a ser saboreado é muito rápido, em relação a
todo o resto do seu percurso até sair.
Toda esta conversa
que eu estou a dar a vocês, eu dou a mim. Mesmo assim às vezes caio no pecado,
mas a cada ano que passa, a minha resistência ao açúcar e a muitas outras
coisas que eu escolhi não comer, é cada vez maior. Porque se eu não me amar,
quem me amará?









