sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Couve-Galega

A nossa couve-galega é um bem da Natureza, não lhe podemos virar costas. É a couve do nosso caldo verde.
É uma couve rustica, à qual se vão tirando folhas manualmente ao longo do ano. Costumo comprar em molhos e custa-me entre 50 a 70 cêntimos, isto porque não há muita procura. Este tipo de couve não precisa de muitos cuidados, por isso não leva muitos químicos, o que me agrada bastante. Também é um tipo de folha que se adapta bem para fazer sucos verdes, mas ultimamente uso-a muito como couve refogada, onde corto as folhas fininhas e levo a uma frigideira com dois alhos picados e azeite, deixo ficar por uns minutos e está pronta.


Acompanha qualquer prato.
Na imagem temos hambúrgueres de lentilhas, com puré de abacate com alho, sal e sumo de limão e a couve refogada.


Este tipo de couve é muito rica em carotenoides e clorofila, sendo uma boa fonte de pró-vitamina A, vitamina C, B1, B2, cálcio, ferro, magnésio e potássio.
Como a maioria das couves, previne a incidência de alguns tipos de cancro, pois tem na sua constituição glucosinolatos.
Pela sua historia, sabemos que é um alimento adequado ao ser humano, pois sabe-se que é consumida desde de tempos pré-históricos. Se temos que escolher o que comer em cada refeição, vamos preferindo os alimentos mais antigos que já provaram os seus benefícios na nossa saúde.
Na antiga Roma comia-se muita couve após estados de embriaguez, mais tarde percebeu-se que a couve tinha um efeito desintoxicante sobre o fígado.
Há tanto a dizer sobre aquilo que a couve vem trazer e fazer de bem ao nosso corpo, que em outro dia escrevo mais atentamente sobre a couve.
Se Hipocrates renascesse, ele vinha de certeza, com folhas de couve na sua mão direita, para sempre ser lembrada como grande alimento para o corpo humano.

Sem comentários:

Enviar um comentário